[Evento] Termina o 7ºSBPJor

Por Beatriz Amendola | bia.amendola@gmail.com

O 7º SBPJor chegou ao fim nesta tarde de sexta-feira. Foram três dias de palestras e discussões enriquecedoras para a comunidade científica e acadêmica nacional. Seguindo o tema deste ano, “A pesquisa em jornalismo em um mundo em transformação”, as reflexões concentraram-se nos impactos das transformações do mundo do século XXI na prática da atividade jornalística.

Assuntos como novas ferramentas da internet, ensino em jornalismo e multimidialidade destacaram-se no evento, sediado, neste ano, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

[Diretoria] Assembleia de posse da nova diretoria

Por Rafael Aloi | rafael.ca.paschoal@gmail.com

Tomou pose hoje a nova diretoria da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo para o biênio 2009/2011. Confira quem são os membros:

[Sessões] Comunicações livres 13 – O discurso das mídias: ciência e feminilidade na imprensa

Por Rafael Ciscati

O jornalismo científico e a imagem da mulher nas revistas brasileiras – em torno desses dois eixos, giraram as discussões desta tarde, durante a Sessão Comunicações Livres 13. Sob a mediação de Antonio Marcos Pereira Brotas, da UFBA, os pesquisadores apresentaram resultados e discutiram o andamento de seus trabalhos, baseados em metodologias calcadas na análise de discurso.

Saber que o fazer científico não é isento – é o que orienta a investigação de Lia Luz, ao analisar “As vozes no discurso jornalístico das matérias de saúde de Veja e Time”. Para ela, a imprensa deveria expor os interesses econômicos imbricados no setor de saúde, tema jamais abordado. Nas publicações, ao contrário, predominam matérias cujo intuito é divulgar novos medicamentos. Entre janeiro e julho de 2005, 30% das matérias de Veja seguiram essa orientação.A escolha das fontes reflete essa tendência – 60% delas correspondem a laboratórios farmacêuticos.

As pautas de Time, por seu turno, não incluem novidades da indústria-  são privilegiadas fontes acadêmicas, ligadas ao ambiente universitário. No entanto, ambas deixam de lado questões essenciais: a contextualização, os jogos políticos. Sem isso, diz ela, tem-se um “jornalismo meio travestido de publicidade”.

Ciência e tecnologia: uma abordagem não científica da grande mídia, de Luciana Rosa, faz uma comparação entre as maiores revistas de informação em circulação no Brasil (ISTOÉ, Veja, Época e Carta Capital), entre outubro de 2008 e março de 2009. O objetivo: traçar um diagnóstico da cobertura de ciência e tecnologia nesses veículos.

Segundo ela, a imprensa busca aproximar-se do leitor por meio de um vocabulário coloquial, e da apresentação simplista dos temas: “Raramente você vê em uma matéria a explicação da metodologia de pesquisa”.

 Concordando com Luz, Rosa enfatiza o predomínio do mercado – trabalha-se muito com a industria farmacêutica, sem que se invista na construção de um conhecimento.

 Gabrielle Vivian Bittelbrun, por sua vez, busca evidenciar qual a imagem da mulher construída pela Revista Claudia. Seu trabalho, A Contemporaneidade e a mulher brasileira em Claudia: o papel da beleza, demonstra que o jornalismo praticado pela revista é “um jornalismo de direcionamento – sugere perfis de como a mulher deve ser.” Segundo ela, Claudia acompanhou as modificações sofridas  pela mulher ao longo dos anos: a liberalização dos hábitos sexuais e o ingresso crescente de mulheres no mercado de trabalho. Atualmente, ao lado das capas ousadas, nas quais sempre figura alguma matéria relacionada a sexo, a revista dá dicas de como ser bem-sucedida no mercado de trabalho. Mas sofre uma crise de identidade: seu slogan atual (“Independente sem deixar de ser mulher”) demonstra que ainda persiste certo tradicionalismo, como o apreço pelos cuidados com a aparência  e a valorização da família patriarcal.

 Mas qual seria o papel do jornalista no meio científico? O jornalista como mediador na cultura científica, de Antonio Marcos Pereira Brotas, defende que o problema não é a pauta, mas o enquadramento: “Não vejo problema nenhum em ter um remédio novo como pauta. Mas o jornalismo não é só isso” – ele deve questionar, discutir, contextualizar, de modo a entender quais os jogos políticos e econômicos em questão.

A comunicação na área de saúde para favorecer o bem-estar da população- é esse o plano de fundo de  O enquadramento do câncer de mama no jornalismo e na ciência,  de Sônia Regina Schena Bertol.  A pesquisadora analisa artigos de publicações especializadas em ciência, contrapondo-os a artigos publicados na mídia “leiga”. Ambos os meios orientam-se pelo conceito de novidade , examinando os dados  de maneira meticulosa antes de expô-los  ao público. A diferença reside no fato de que,no meio científico, esse exame baseia-se em experimentos e na aprovação pelos pares. No jornalismo, diferentemente, a informação é notícia desde que corresponda a algo novo, inusual. São portanto, discursos distintos, que por vezes se distanciam. 

[Sessões] Comunicações Livres 10 – Profissão: Jornalista e Blogueiro

Por Lucas Tófoli Lopes | lutofoli@gmail.com

Os primeiros blogs foram criados no fim dos anos 90. Geralmente, eram feitos por pessoas que entendiam de linguagem de programação e tratavam de tecnologia. Em 2002, surgiu o primeiro blog jornalístico brasileiro, o ‘No Mínimo Weblog’. A partir daí, até 2005, surgiram diversos blogs das equipes das principais redações do país, como os blogs do Globo, da Folha, Estado e do jornalista Ricardo Noblat.

Essa aula sobre weblogging e jornalismo aconteceu na Sessão Comunicações Livres 10, na tarde do último dia do 7ºSBPJor. Leonardo Feltrin Foletto, com sua pesquisa “Apontamentos sobre edição e redação no blog jornalístico” fez uma panorama geral sobre a blogagem jornalística.

Foletto analisou 8 blog jornalísticos brasileiros e os segmentou em 3 tipos:

Casos e cases

Na mesma sala, 3 exemplos bem distintos da utilização dos blogs no Brasil. Emerson Urizzi Cervi, coordenador da sala, apresentou “A cobertura jornalística de blogs políticos nas eleições para a Prefeitura Municipal de Curitiba de 2008”. O pesquisador acompanhou 3 blogs jornalísticos de Curitiba e a repercussão das eleições nos conteúdos. Os blogs eram: Caixa Zero, atualizado por Rogério Galindo; Política em Debate, do jornal O Estado, um impresso tradicional; e o blog do Zé Beto, da publicação Jornale.

Sabrina Franzoni falou sobre o blog da Petrobrás e a inversão na relação jornalista-fonte na sua apresentação “Acontecimento: a inversão na relação entre jornalista e fonte de informação evidenciada no blog da Petrobrás”.

O doutorando da federal da Bahia, Gonzalo Prudkin, apresentou “Periodistas em la Blogosfera: formación de uma red social profesional o mera endogenia? Um análisis de lãs relaciones entre blogs periodísticos brasileiros de fútbol durante La Copa de lãs Confederaciones 2009”. Ele analisou diversos blogs esportivos durante a Copa das Confederações de 2009. Alguns dos endereços visitados são ESPN Brasil, Lancenet, Sport TV, Zero Hora e Jornal Placar. Foram 253 links observados e para onde eles remetiam. Gonzalo queria saber se era possível a formação de uma rede social profissional entre jornalistas esportivos – tese que não foi comprovada, pois maior parte dos links não direcionavam para sites externos.

Colaboração

Com a primeira apresentação da sessão, a aluna de graduação Sarah Costa Schmidt, “Wikinotícias: mídia convencional como fonte determinante para um jornalismo dito colaborativo”. Sarah tem estudado o site Wikinotícias, uma forma colaborativa de publicação de notícias.

[Sessões] Comunicações livres 9 – Jornalismo: você lembra disso?

Por Felipe Marques

O que significa ser um país “desenvolvido”

Dinheiro é tudo?

Conferência: A memória do desenvolvimento socioeconômico – Veja e Carta Capital – 1996 à 1998

Desenvolvimento socioeconômico é um conceito cheio de nuances – por exemplo, desenvolver-se como sinônimo de crescimento econômico. Portanto, diferentes publicações constroem o conceito de desenvolvimento econômico de maneiras a cumprir sua própria agenda – escolhendo o que precisa ou não ser lembrado para dizer que um país é ou não desenvolvido. Uma anedota para esclarecer a amplitude dessa questão foi contada por Maria Lucia Jacobini, no SBPJor. Ela lembra de uma matéria que dizia  que o Brasil não chegava aos pés do desenvolvimento na Suiça por não ter tantos celulares quanto o país – hoje o Brasil tem, mas será que ele é desenvolvido?

As conclusões, tiradas da análise das revistas Veja e Carta Capital é que se entende o desenvolvimento socioeconômico com crescimento e modernização. O fim da inflação, as recomendações do FMI, o consumo são termos atrelados à essa discussão
  
História e Jornalismo: um casal nem sempre feliz

História e Jornalismo: união conturbada

 
 
Conferência: Fronteiras entre jornalismo e história: por uma reflexão sobre as relações entre os dois campos em evolução

O casal jornalismo e história vive um relacionamento de “gata e rato”. Na apresentação de Monica Celestino, houve uma verdadeira terapia de casal sobre as relações dos dois campos – o que eles têm em comum, o que é irreconciliável, os preconceitos e o que um par pode ensinar ao outro.

Monica cita como “filhos” dessa relação o surgimento de obras de ficção com fundo histórico, de obras históricas trabalhadas por jornalistas – como 1808 de Laurentino Gomes (sucesso de venda e execrado por muitos círculos de historiadores) – e de publicações que trabalham a história, como a “Aventuras na História” da Editora Abril.

Apesar desses símbolos de união, são muitos as reservas dos profissionais de um campo em relação ao outro – especialmente por parte de historiadores, que criticam a falta de rigor científico na hora de elaborar reportagens.

Divergências à parte, existem entre a história e o jornalismo coisas que os unam como um bom casal, especialmente com o surgimento da “Nova história”, corrente de pensamento do início do século 20. Essa nova escola de pensamento passa a admitir o fato histórico – assim como o fato jornalístico – como uma construção, algo intimamente ligado às idéias e aos objetivos de quem escreve. É a velha discussão entre objetividade e subjetividade – cadeira cativa nas escolas de jornalismo e história. Outra característica é o uso de novas fontes históricas, mais próximas das jornalísticas, entre elas a imprensa e relatos orais. A “Nova História” permite, como é praxe no jornalismo, que a história do cotidiano de um indivíduo possa ser aplicada para a história da sociedade à que ele pertence
  
Comemorar a Era Vargas – o que a mídia quer com isso?

“Toda comemoração pública é um ato político”


 
Conferência: Jornalismo comemorativo: fatos históricos da Era Vargas relidos por Veja de 1968 à 2008

De janeiro à Junho, as revistas Época, Veja Istoé e Carta Capital produziram juntas 3084 matérias. Dessas, 70% das matérias faziam remissão à um fato histórico, acontecido antes de 1995.

A discussão sobre o papel do passado no jornalismo – atividade que se destaca pela atenção ao presente – foi apresentada por Eliza Casadei, que discutiu o jornalismo comemorativo, direcionado à Era Vargas. Eliza analisou matérias que retomavam a Era Vargas na revista Veja, de 1968 à 2008.

“Toda comemoração pública é um ato político” – aponta Eliza. A época em que é publicada afeta diretamente a abordagem da matéria. Antes da ditadura, as matérias comemorativas sobre a Era Vargas, em geral, traziam uma reencenação do evento – com tons dramáticos. Durante o Regime Militar, as matérias enfatizavam o fim do Estado Novo, de forma a fazer crítica ao regime. Nesse recorte, a memória tem um papel de moldar o futuro.
 
“Binômio”, um jornal 99% independente (e com 1% de ligações perigosas)

"Binômio" - humor nem sempre é transparente

 
Conferência: Binômio: humor e política em um jornal quase independente

“O Binômio energia e transportes”. O slogan de Juscelino Kubitchek, que o elegeu ao governo de Minas Gerais, prometia levar o estado à uma nova era de progresso.  Se a eficácia real da frase é discutível, um dos seus resultados mais notáveis foi a criação do jornal “Binômio” – que dizia trazer em suas páginas o verdadeiro “binômio de JK: sombra e água fresca.

Alexandre Nonato – que apresenta na SBJor trabalho sobre a publicação –  chegou ao Binômio acidentalmente. E achou que seria uma boa idéia resgatar aquilo que a extinta publicação, pouco conhecida fora de Minas Gerais, representou para o jornalismo brasileiro. O jornal se dizia um órgão quase independente” . José Maria Rabelo, um dos fundadores do jornal dizia “Temos 99% de independecia e 1% de ligações suspeitas”. Entre os colaboradores do jornal, destacam-se Ziraldo, Fernando Drummond (autor de Hilda Furacão) e Millôr Fernandes.

Surgido em 1952 e extinto em 1964, o Binômio é um jornal alternativo de caráter fortemente político – uma das principais controversas era a afiliação do jornal à UDN.

O “Binômio” é um dos precursores da Imprensa de resistência, aquela que no Regime Militar, usará a ironia e o humor para crítica política. “Binômio” é anterior ao Regime – e por isso é pai de publicações como o “Pasquim” e o “Pif Paf”. Jornais de humor e ironia não precisam estar atrelados a períodos de repressão política – a publicação surgiu numa época democrática.

Apesar disso, seu destino foi resultado da repressão da ditadura que fechou o jornal.
Entre os episódios notáveis, estão obras de humor e reportagens investigativas. “Juscelino foi a Araxé e levou Rolla” (o Rolla era um investidor amigo de JK – que não ficou nada feliz com o incidente) foi uma manchete histórica. Numa reportagem sobre tráfico de pessoas, um dos repórteres conseguiu um recibo da compra de um casal – “o traficante falava como se vendesse um papagaio”.

[Sessões] Coordenada 12 – O acontecimento e suas faces

Por Beatriz Amendola

De um lado, o acontecimento. De outro, o jornalismo. A relação entre esses dois elementos, com suas variantes histórico-sociais, pautou os debates da Sessão Coordenada 12, Acontecimento Jornalístico – 2. Coordenada por Virginia Pradelina da Silveira Fonseca, ela faz parte da pesquisa Tecer: jornalismo e acontecimento, assim como a sessão Acontecimento Jornalístico – 1, ocorrida ontem.

 

Angela Zamin abriu a sessão com o texto Os jornais e o acontecimento Obama, escrito em parceria com Beatriz Marocco e Felipe Boff. Nele, o trio discutiu a constituição da figura jornalística de Barack Obama, atual presidente dos EUA, em 18 jornais da América Latina, América do Norte e Europa.obama

Características pessoais, contexto, referências históricas, projeção e eleição foram as múltiplas faces as quais os jornais se referiram na compreensão do acontecimento. Dessa forma, eles compõem os vértices de um “poliedro de integibilidade” – conceito elaborado por Michel Foucault.

 

Bruno Souza Leal apresentou o artigo Acontecimentos programados e acidentais na cobertura sobre homofobia. Ele foi baseado nos resultados da pesquisa “Mídia e Homofobia” , realizada em 2008 a pedido do Ministério da Saúde. O autor discutiu o desafio da cobertura jornalística do tema, devido à complexa questão da sexualidade no Brasil, e analisou os acontecimentos programados e acidentais nas noticias – segundo sua constatação, estes últimos estão presentes em um numero muito superior do que aqueles.

 

mascara Daisi Vogel e Gislene Silva, autoras de O acontecimento e a fic ção no jornalismo, exploraram os modos de experiência da verdade. A partir da  seção Máscara da revista Bravo!, na qual o jornalista Armando Antenore entrevista personagens teatrais, elas analisam como objetos do universo da arte ingressam na cobertura jornalística e criam novas noções de veracidade.

 

Por fim, a coordenadora da sessão apresentou o trabalho O acontecimento como noticia: do conceito á pratica no jornalismo corporativo. Nele, ela analisou a concepção de acontecimento nas grandes organizações: é aquele fato relevante para ser noticiado – porém os critérios para essa definição varia de acordo com a organização e os critérios subjetivos do próprio jornalista.

[Sessões] Coordenada 10 – Narradores e narrativas: Jornalismo na contemporaneidade

Por Rafael Aloi

A sessão coordenada 10 pretendeu estudar e refletir a respeito do chamado jornalismo literário. Os trabalhos apresentados evidenciam que cada vez mais o jornalismo vem se apropriando de elementos da narrativa, da literatura na hora de construir seu discurso.

Monica Martinez com seu trabalho “Narrativas de viagem: escritos autorais que transcendem o tempo

"Na Natureza Selvagem", narrativa de viagem que foi transformada em filme.

e o espaço” explorou as narrativas de viagem, que são textos extremamente autorais, e vem sendo cada vez mais comum através das redes sociais que permitem que a s pessoas digam onde estão, e o que estão fazendo o tempo todo. As narrativas de viagem podem ser escritas por diversos tipos de pessoa como exploradores (Pero Vaz de Caminha), cientistas (Darwin), jornalistas e revolucionários (Che Guevara). Esses textos têm grande apelo cinematográfico e são muitas vezes incorporados por Hollywood facilmente.

As narrativas de viagem podem ter três classificações diferentes: ficcionais; não-ficcionais, que são escritas a partir de fatos reais, embora os autores possam usar recursos literários para ser mais envolventes; e mistas, produtos de ficção inspirados em fatos reais.Essas narrativas servem como agentes de transformação, uma vez que elas promovem o encontro de realidades e visões de mundo diferentes.

Alice Baroni escreveu um artigo intitulado Jornalismo (não) retórico? Um estudo de caso sobre o Abusado”, com base no romance-reportagem de Caco Barcellos. Ela diz que o jornalismo diário, convencional é essencialmente retórico, e te orienta o público para certo discurso, um conceito uma verdade, como por exemplo, no caso real do traficante Márcio Amaro de Oliveira, a imprensa da época o mostrava como um criminoso, um assassino. O livro Abusado não se fecha em uma definição para o mesmo, e possui um jornalismo não retórico, e que nos faz pensar sobre as questões mostradas, ao invés de simplesmente defini-las.

David Coimbra, colunista do Zero Hora

Eduardo Ritter em seu estudo “Jornalismo e literatura: a comunicação como cimento social nas crônicas de David Coimbra” apresentou textos do editor de esportes do jornal Zero Hora, que escreve sobre a tríade futebol, cerveja e mulheres. Esse gênero de texto jornalístico é baseado na captação de momentos da realidade, da vida ordinária. Porém em outros países  tem significados diferentes, na Espanha, por exemplo, todo texto jornalístico com comentários é considerado uma crônica.

“Os diversos Brasileiros em revista”, texto apresentado por Marta Regina Maia discutiu a revista Brasileiros, que se propõe a romper com a tradicional cobertura do eixo Rio-São Paulo-Brasília que é amplamente buscado pelos meios de comunicação mais tradicionais. A publicação consegue isso em partes, pois ainda tem muitas matérias presas a esse eixo, uma das explicações para isso seria a limitação financeira que a revista tem, mesmo assim a revista, comparada a outras, consegue apresentar, inclusive nas capas, Espírito Santo, Piauí, Pará. Marta critica a revista no sentido que ocorre uma falta de contexto nas reportagens mais humanizadas que ela apresentada, mas destaca como ponto positivo, que os textos são mais perceptivos do que intelectivos.

Mateus Yuri Passos analisou as diferenças entre o texto jornalístico de pirâmide, mais convencional, e o texto do jornalismo literário. O primeiro modelo possui uma estética jornalística de origem americana, baseado na estrutura do lead e da pirâmide invertida. Acredita-se que esse modelo é mais objetivo e polifônico e irrefutável. Já o jornalismo literário não tem estrutura fixa, é na realidade mais polifônico que o convencional, pois não hierarquiza as fontes, e também é mais focado na percepção.

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